23/06/2015

Golpe na Saúde e a Luta dos Servidores

Artigo escrito por Luiz Edgard Cartaxo de Arruda Júnior (Diretor de Comunicação).

Foi logo depois do meio-dia, 5 de junho, quarta-feira, quinta era feriado e iam imprensar à sexta, na cabeça deles era o momento ideal para comunicar um golpe. Ainda tinham a favor o fato da Secretaria da Saúde está acéfala, sem titular e vem o interino, manipulado e pensando estar com a bola toda ao convocar os chefes de setores e departamentos pedindo para que comunicassem aos servidores que iriam perder: serviços prestados, as gratificações de incentivo ao trabalhador com qualidade GITQ e horas extras.

Era só um comunicado seco, não houve diálogo, nem debate, nem mesa de negociação, tudo pronto e acabado, em cima das buchas, sem sequer tempo de reorganizar as finanças pessoais. Se alguém aí pensa que é por contenção de despesas na saúde, pode tirar o cavalinho da chuva o que se descobriu iriam contratar cooperativas e aumentar as despesas. O corte no salário do funcionalismo não iria reduzir os custos na Secretaria de Saúde muito pelo contrário, iria sim aumentar a folha de pagamento de R$ 600.000,00 para mais de R$ 900.000,00, deixando claro que a Saúde tem dinheiro. É simplesmente a terceirização a galope. Pretendem usar o corte das gratificações e das horas extras para fins escusos, em beneficio próprio e de alguns e para pagar dívidas e favores sabe-se lá a quem!?

E isso não fica assim não senhores. Recebi telefonemas dos servidores e rapidamente entrei em contato com o coordenador-geral do MOVA-SE Flavio Remo e disse-lhe que tinha suspendido viagem marcada e que ele deveria fazer o mesmo, ele já tinha feito. Imediatamente passamos a mobilizar com a Assessoria de Comunicação, os demais membros da diretoria (Hernesto Luz, Osmalina Modesto, Maninho Cunha, João Pinto e servidores Genivaldo e Novando), o SINDSAÚDE, Anízio Melo (APEOC), CTB e CUT, Fátima de Deus da CUT- Brasília, imprensa e advogados.

Na sexta-feira, com faixas e bandeiras fomos ao encontro dos servidores no Hospital de Mecejana, já encontramos os servidores se mobilizando. Mais uma vez, percebi que o Sindicato MOVA-SE atuava à altura. Às 8h30h, ocupamos o auditório A, do, Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, com a adesão em massa dos servidores que lotaram o auditório e ocuparam até parte do corredor.

Enquanto o advogado do Sindicato, Eudenes Frota, tirava dúvidas dos servidores, uma comissão se encontrava com a direção do Hospital, fomos informados que jornais e TVs estavam sendo proibidos de entrar e por essa não esperávamos, tínhamos escolhido aquele auditório, próximo a porta de entrada, justamente para facilitar o acesso a imprensa e não atrapalhar o atendimento aos pacientes.

Soubemos que a ordem de proibir a entrada dos jornalistas não partiu da direção do Hospital e sim da própria Secretaria da Saúde, configurando um acintoso crime contra a liberdade da imprensa. A governança queria esconder que existem funcionários conscientes e atuantes no serviço público. Perdeu tempo. A solução partiu dos próprios servidores, eles decidiram sair ao encontro da imprensa na entrada do Hospital para mostrar a cara, deixar claro sua indignação. Durante as entrevistas que se seguiram a entrada do Hospital foi fechada pela multidão, ficando liberada somente para as ambulâncias.

Os servidores declararam estado de greve e aguardam para esta terça-feira, 23/6, às 17h, encontro e abertura do diálogo com a direção da Secretaria da Saúde e demais representantes do Governo. As imagens falam por si.

Luiz Edgard Cartaxo de Arruda Júnior (Diretor de Comunicação).

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