22/09/2015

A BASE DA CRISE NO BRASIL

Artigo de Sabino Alano Magalhães Bizarria (Engenheiro Agrônomo e Mestrado em Economia Rural).

No sistema capitalista, a crise se manifesta apenas como delimitador coadjuvante de um ciclo econômico. O fato marcante e aparentemente causador da crise é apenas o bode  expiatório catalizador. O processo de recrudescimento econômico se trava sempre com os mesmos matizes e na mesma direção: aumento da acumulação do capital e consequente crescimento mais que proporcional do desemprego e da miséria da massa trabalhadora.

Os graves pecados cometidos pelo governo e pela elite econômica e política não irão sucumbir à Nação Brasileira. Somos fortes. Nossas riquezas naturais e nossa pujança humana são capazes de alavancarrecrudescer a economia, tirando do atoleiro e do caos até mesmo os mais incautos e os mais desprotegidos, restabelecendo-se a normalidade de um novo ciclo.

Observa-se, de todos os lados, a falta de interesse de se encontrar vicissitudes objetivas para a solução do verdadeiro problema. O epicentro das discussões políticas, explicitamente, está na esfera da conquista e/ou permanência do poder. Ações estratégicas para mitigar desigualdades sociais, incrementar sistemas de produção sustentáveis do ponto de vista ambiental e social, erradicar estorvos no cumprimento da lei, dentre outros temas de igual magnitude deveriam ser pontos de pauta em todas as discussões e controvérsias.

Para tornar o BRASIL fértil de riquezas, basta agregar valor internamente às nossas  commodities. Transformando todas até o limite da capacidade tecnológica existente,  importando-a caso necessário. Políticas macroeconômicas de distribuição da riqueza gerada devem obrigatoriamente ser implementadas para a ampliação do ciclo econômico e a minimização dos efeitos das crises derivadas, caso contrário seus resultados serão coartados.

A crise é constitutiva de todo processo social. Os interesses humanos são antagônicos e  contraditórios. No processo democrático, a busca por soluções viáveis e permanentes deve ser racional e contemplar os gostos da maioria. A maioria geralmente está na base da pirâmide social, com poucos direitos alcançados. A minoria, já privilegiada, deve entender e concordar que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à prosperidade” (Art. 5º da Constituição da República Federativa do Brasil).


Sabino Alano Magalhães Bizarria


Engenheiro Agrônomo

Administrador de Empresas

Pós-Graduado em Administração

Mestrado em Economia Rural

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