08/01/2018

A Reforma Trabalhista no serviço público

Entre os pontos da reforma está o congelamento de investimentos por órgãos públicos por 20 anos.
Imagem: Reprodução

Chega 2018 e novamente os trabalhadores brasileiros não têm o que comemorar diante do aumento do desemprego, da precarização das condições de trabalho, além das medidas adotadas pelo governo golpista de Michel Temer que prejudicam ainda mais os trabalhadores e a população mais pobre, caçando direitos conquistados e retirando garantias adquiridas.

O ano de 2017 ficou marcado por diversas medidas catastróficas aos trabalhadores, entre elas: o congelamento de investimentos por órgãos públicos por 20 anos, o que impacta diretamente a realização de concursos públicos, aumento salarial e melhorias nas condições de trabalho; a liberação da terceirização irrestrita, permitindo a precarização do serviço público; a Reforma Trabalhista, projeto este copiado do governo neoliberal de FHC, implementado pelo ocupante do governo ilegítimo aproveitando-se do crescimento da crise econômica e política. Nessa mesma linha, o governo ainda pretende realizar as reformas da previdência e salarial, de forma a atender as recomendações do Banco Mundial.

A Reforma Trabalhista foi apresentada para a sociedade como salvadora da pátria, de interesse geral, benéfica para os trabalhadores e, principalmente, como garantia da geração de novos empregos. Vale ressaltar, porém, que não passa de um mero instrumento em favor da classe empresarial, visando exclusivamente a criação de um estado mínimo, sem políticas públicas de melhorias para os servidores e com pretensão de cassar direitos e garantias dos trabalhadores previstos na Constituição Federal.

Mas o governo federal não é o único responsável pela desvalorização da classe trabalhadora. No Ceará, onde temos uma terceirização abusiva, o governo de Camilo Santana vem tomando medidas duras desde o início do mandato, das quais podemos citar o congelamento da reposição salarial, cujas perdas para os trabalhadores que ganham acima do salário mínimo estadual acumulam atualmente 20,22% referente ao período de 2014 a 2017. Outro ponto que merece destaque é o descaso com a saúde dos servidores e da população cearense que morre à espera de atendimento. Diante de todas essas vertentes, o secretário da Fazenda Mauro Filho afirma que o governo tem suas contas equacionadas e salários em dia, no entanto, as promessas de campanha voltadas a políticas públicas de valorização do servidor não estão sendo cumpridas.

Sabemos do sentimento de revolta e das ameaças sofridas pelos servidores públicos, mas o cenário atual precisa que o trabalhador esteja preparado para novos enfrentamentos e desafios que irão surgir ao longo do caminho. Por isso, conclamamos a participação mais aguerrida do trabalhador e da trabalhadora nas pautas favoráveis ao serviço público. É hora de resistir e lutar!  

 
 

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